quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A verdade [às vezes] dói

Eu nunca tive coragem de contar para ninguém sobre meu fetiche, por medo ou vergonha... tanto faz. Mas eu precisava conversar com alguém sobre isso, então comecei a pensar em possíveis pessoas com quem podia falar sobre isso e, dentre uma lista de quase 50 pessoas, escolhi apenas uma. Era um amigo de confiança, que era como um confidente pra mim... eu sabia que ele me ouviria, sem me criticar.
Seu nome é Gustavo. Ele era meu melhor amigo, e trocávamos confidências...
Eu liguei e perguntei se podíamos conversar e ele, como sempre, disse que sim.
Ele veio até minha casa e começamos a falar... eu pensava em voltar atrás e não falar nada, mas queria contar porque sabia que ele ia me entender.
Então eu disse:
Gustavo, você já gostou de algo REALMENTE diferente e teve vergonha de falar pra todo mundo?
E ele respondeu:
Algo como bolo de chocolate com catchup ou algo como transar com duas mulheres ao mesmo tempo?
Eu ri... e disse:
Algo como "apanhar".
Ele riu demais... eu fiquei vermelha, mas consegui dizer:
Pow...
Ele de repente ficou sério... me olhou e disse:
Eu te entendo... sei como é isso. Eu não gosto de apanhar, mas sei bem como você se sente.
Eu me senti aliviada, e ele disse: Por acaso é disso que você gosta e acha estranho?
Eu afirmei... então ele disse: Relaxa, é assim mesmo!
Eu contei a ele como eu pensava nisso e não conseguia me controlar... contei como me sentia com relação a mim mesma e perguntei se tinha alguma solução.
Ele, com cara de cinico, disse: Solução eu acho que não... mas você pode, simplesmente, praticar.
E eu disse: Como assim? 
Ele respondeu, rapidamente: Simples assim... você arruma alguém pra bater em você e satisfaz seu desejo. E ai? O que acha?
Eu pensei um pouco antes de falar que era absurdo e que jamais acharia alguém para fazer isto e, como se ele soubesse o que eu ia dizer, ele respondeu: Eu posso fazer isto pra você, mas não agora...
Eu fiquei gelada... mas feliz, porque sabia que ele havia me entendido.
Marcamos para o dia do meu aniversário, as 10h da manhã... era naquela mesma semana.
Quando chegou o dia, eu não tinha tanta certeza de que queria aquilo mas, mesmo assim, eu fui ao lugar aonde marcamos, aonde nos hospedariamos em um hotel por ali e eu levaria a tal surra. Eu fui mesmo por educação, pois sabia que talvez fosse "amarelar", mas precisava explicar meus motivos.
Nos encontramos em uma lanchonete na frente do Hotel em que nos hospedariamos e ele perguntou como eu estava... eu queria dizer que havia desistido, mas não tinha coragem.
Entramos no hotel, mas eu ainda pensava em falar pra ele que havia desistido. Mas estavamos ali, então não tinha problema em entrar. Fizemos o check-in e fomos para o quarto.
Já no quarto, ele começou a conversar, pra distrair um pouco... e perguntou como eu me sentia. Eu disse que não tava me sentindo muito a vontade, e ele entendeu. Então ele disse: Vai e toma uma banho... relaxa um pouco. Eu vou pegar algo para tomarmos...
Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele ja havia saido.
Que remédio? Fui tomar banho...
Algum tempo depois, ele já havia voltado. Estava entrando...
Éramos intimos, quase como irmãos, e eu estava enrolada na toalha, me perguntando o que fazer...
Quando ele entrou no quarto, eu disse: Gustavo, olha... não vai dar. Me desculpa, mas acho que eu não to pronta.
Ele me olhou um tanto sério e disse: Não está pronta? Então por que veio?
Antes que eu respondesse, ele continuou: Sabe quanto eu paguei na diária do hotel? Eu aceitei te ajudar e agora você desiste? Não é uma coisa muito legal, não acha?
Eu fiquei sem graça, então ele disse: Não, Anna... dessa vez não.
Eu não tinha uma reação própria... estava enrolada na toalha e não sabia o que dizer.
Ele se aproximou de mim, segurou meu braço e disse: Viemos aqui pra isso, e vamos terminar!
Fazendo isto, ele me jogou sobre sua perna, sentado na cama, tirou minha toalha, me deixando totalmente nua, e disse: Sinto muito que seja a força, e não por prazer!
PLAFT! PLAFT!
Uma palmada bem forte de cada lado, o que me fez soltar dois pequenos gritos e dizer: Eu não quero mais, por favor...
Então ele disse: Calada!
PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT!
Mais um grito, e eu te bato com o cinto, ouviu?, ele perguntou, com um tom um tanto alterado.
Eu não pude responder... estava com vergonha.
PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT!
PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT! PLAFT!
Ele parou e disse: Espero que não esteja com raiva...
Bom, por algum motivo, eu não estava... eu tinha até gostado. Pelo menos enquanto achava que havia acabado.
Ele me levantou e disse: Fique na cama.
Eu não pensei em sentar... não sabia o que aconteceria.
Ele abriu a mochila, tirou um par de Havaianas novinho, abriu e disse: Você não se comportou muito bem, Anna... então vai apanhar de chinelo também.
Eu disse: Nem pensar... você não pode fazer isto!
Ele sorriu e disse: Eu posso...
Sentou na cama e disse: quero que você se levante e deite no meu colo. Não quero te pegar a força... venha!
Eu recusei e ele se levantou... me pegou pelo braço e disse: eu ia te dar apenas 30 chineladas. Mas como você é malcriada, vai levar 60.
Eu disse: não, por favor... 
Ele segurou minha perna, colocando a sua por cima, e disse: se você colocar a mão, eu dobro.
Não tive coragem de fazer...
SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP!
Ele passou a mão no meu bumbum e disse: hmm, tá quente...
Eu disse: por favor, para... tá doendo.
SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP!
Não me mande parar, Anna. Disse ele, dando uma forte chinelada SLAAAAAAP
Eu gritei.








SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP!SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP! SLAP!


Ele parou, e eu fiquei chorando... 
Ele passou a mão no meu bumbum, como quem não queria que eu chorasse mais, e disse: Desculpa,  Anna. Eu precisei fazer isto...
Eu não podia falar, apenas chorar.
Ele me ajudou a levantar e disse: Não se preocupe... logo passa. Ele me sentou na cama, me ajudou a virar e pegou algo na mochila... senti algo gelado passando em todo o meu bumbum, mas me senti bem mais aliviada.
Ele ligou a tv, deitou do meu lado e eu dormi, acompanhada de suas carícias...

3 comentários:

  1. Oi Aninha, eu gostei do seu conto. E linkei seu blog também.

    Um beijão,
    João Palmadas
    http://palmadasnobumbum.blogspot.com/

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  2. Vlw ai, Joao. OBrigada por seu comentário... que bom que tem agluém lendo meu blog :D
    Fique a vontade para voltar quando quiser e, quando me inspirar, escrevo novos contos e fatos reais :D

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